Só para esclarecer, desde o último domingo há menos uma vovó no mundo.
Recebemos a notícia e em menos de 1 hora estávamos saindo de Belo Horizonte para Niterói, no Rio de Janeiro, para o velório e no meio da viagem recebemos a notícia que enterro se daria no mesmo dia. Para piorar, mal daria tempo de chegarmos. Fiquei meio puto pois descer a serra perto de Petrópolis, em alta velocidade, é perigoso pacas. Chegamos meio em cima da hora, mas chegamos. Resolvemos tudo e está tudo certo agora.
Esclarecendo: Não gosto do Rio de Janeiro! Não gosto e pronto acabou. Não tente me convencer do contrário mas não leve isso como uma ofensa pessoal. É algo tipo não gosto de comer brócolis mas como porque é saudável, sabe como? Vou ao Rio de Janeiro por obrigação e só, me sinto muito desconfortável.
Pode ser o terror da televisão mas faz um tiquinho de sentido, olha só:
O velório foi às 16:30hs porque mais tarde que isso o cemitério não garante segurança de quem vai lá e assaltos já aconteceram e podem acontecer. Estilo arrastão no cemitério.
Dessa vez fui ao Rio de Janeiro e enquanto abastecia o carro fiquei olhando um casal andando tranqüilamente e eu ali desconfortável. Me senti um peixe fora d´água. Vi toda a família de parte de pai que mora lá, morar lá há anos e eu não consigo me imaginar 5 dias vivendo naquela cidade. Me impressiona o tamanho, as super vias de acesso que atravessam a cidade e a falta de controle do Estado em garantir a minha segurança. Será que é porque eu assisti nessa semana um cabo da PM executando um cidadão? Tá certo que esse monstro eu não consigo generalizar para toda a corporação, mas até onde eu sei quem presta e quem não presta?
Sei lá. Decepção. Belo Horizonte está a um passo de se tornar o que é o Rio hoje, assim como várias capitais brasileiras.
Estou de saco cheio de ser refém. Refém da polícia, dos bandidos e dos nossos medos fomentado pela televisão. E até quando a imprensa está prestando um serviço à população.
Quantos questionamentos, não é mesmo?
Rodrigo Medeiros, 30 anos, estuda administração na Faculdade Pitágoras, trabalha como Gerente de Projetos na Open Corporate, mora em Belo Horizonte, MG - Brasil.
Rê
July 10th, 2007 at 3:31 pm
Então, eu acho que a imprensa tem que comentar sim.O questionamento não é esse,informar ou não informar.A informação tem que ser dada, boa ou ruim.E as aberrações tem que ser mostradas sim.Agora,então,eu particularmente irei ao Rio mais amiude à partir do próximo mes ,também me pelo de medo,mas como diz a ministra,relaxa e goza. rs
fabs
July 11th, 2007 at 8:20 am
eu também não gosto do Rio pelos mesmos motivos.
Evilasio
July 11th, 2007 at 1:20 pm
Eu acho a cidade bonita, mas sinceramente nem posso me incomodar com a violência. Vivo em Recife, uma das capitais mais violentas do país. Entra ano e sai ano, e o governo nem aí pra resolver tais problemas. Afinal, os políticos andam com escoltas policiais…
Diogo
July 16th, 2007 at 3:41 pm
E aí vem o Pan e tudo fica feliz.
Foda.
roberta kremer
July 17th, 2007 at 2:22 pm
Gostaria de saber se vc é parente de Accacio Medeiros. Ele é um tio avô que procuro por notícias.
Abraços
Beta
guim
October 5th, 2007 at 5:27 pm
Cara eu to aqui há 2 anos e meio. Levei um mes morando aqui para entender que não era uma praça de guerra. Aqui tem a violencia mais latente mas é diferente de BH. No centro nao tem pivetões roubando celulares e cordoes das mulheres.
Sobre assaltos, o velório do Bonfim já há pelo menos 4 anos não funciona a noite, devido ao grande número de assaltos que ocorria dentro do velório.
Há 6 anos morreu um tio avô meu e na hora do enterro subiram 2 seguranças armados do cemitério para garantir a segurança (cemitério parque da colina).
Eu te digo com certeza que em BH pessoas comuns estão mais sujeitas a assaltos que no RJ. O que acontece é que quando rola assalto no Rio são 10 homens armados de fuzis que nem o EB tem. Aí vira notícia no mundo todo e a Globo explora imagens disso.
André Carneiro
October 12th, 2007 at 3:14 am
Medeiros. Eu odeio brócolis, apesar de não provar. Mas tenho que dizer que minha opinião sobre o Rio mudou muito, apesar do Tropa de Elite (que põe medo no capeta). Já passei uma semana lá duas vezes na casa do Guim. Andamos quarteirões e quarteirões de madrugada, pegamos busão pra lá e pra cá, nada. Nem mendigo pedindo dinheiro. Me parece que a violência lá é mais localizada e também profissional. Se aparecer um cara pra te assaltar, é o famoso “perdeu”. Entrega e vai com Deus. Agora, aqui em BH eu não me sinto a vontade pra dar a volta no quarteirão do MC Donald’s da Savassi 01:00 AM. Há pouco tempo resolvi fazer isso e fui abordado duas vezes, de chegar intimando, mas sem arma. O foda aqui é que nego compra um 38 e faz questão de atirar pra ver como é, mesmo você entregando as coisas, bandidagem não-profi.